Ao concluir esta leitura reflexiva e profunda, trago duas ideias.
A primeira: quando quiser salvar as pessoas, lembre-se de salvar a si mesmo. A motivação de ajudar o outro normalmente vem acompanhada do esquecimento de cuidar da própria vida. Afinal, como você poderia ajudar alguém se mal consegue conduzir a própria trajetória?
A segunda: o seu ego pode — e vai — prejudicar suas relações e o seu destino. Embora, aqui e ali, comentem que o ego pode ser benéfico em algumas situações, nada é bom em excesso. Principalmente quando permitimos que esse sentimento se prolifere em nossas ações e decisões, removendo o pouco que ainda restava de empatia, conexão e autenticidade.
Ao apresentar essas duas ideias, o excelente escritor Robert Fisher vai ainda mais longe, desafiando o nosso pensamento de que “já sabemos das coisas”, especialmente quando Sam, a consciência, se apresenta ao cavaleiro.
Para ele, foi extremamente difícil aceitar que, ao silenciar o mundo exterior, tudo o que restava era ele mesmo, diante de sua própria consciência.
Depois de muito tempo, o cavaleiro finalmente encontrou o caminho da verdade.
Mas cá estou eu, questionando-me: quando será que compreenderemos que cuidar da mente não deveria ser um artigo de luxo? Quando entenderemos que a empatia, o amor e a autenticidade devem continuar existindo enquanto nossa mente viver?
No fim, tudo o que temos somos nós mesmos.
E aquilo que somos não deveria permanecer aprisionado dentro de uma armadura.