Saindo de Zermatt com o trem, pela manhã, até a próxima estação foram alguns minutos, onde o nosso motorista com o ônibus nos aguardava para a continuação da viagem. O destino seria a cidade de BROC. Durante o trajeto mais uma vez o deslumbramento pela paisagem. Rodovia interiorana rodeada por montanhas de topos nevados. Lugares onde os carros param para uma família de patos cruzar, tranquilamente, sobre a faixa de segurança. Tivemos o privilégio de desfrutar das paisagens mais deslumbrantes do nosso andar pela Suíça.
Broc: comuna da Suíça localizada próxima à cidade de Lausanne. Lugar com a importante indústria do queijo e do chocolate. O nosso destino era uma visita à fábrica dos Chocolates Cailler. Uma antiga marca de família desde 1819. Foi das primeiras indústrias de chocolate da Suíça. Está instalada num antigo casarão branco no estilo das montanhas suíças e com grande brasão da família nos altos do prédio. As gerações da Maison Cailler foram conduzindo a indústria pelos tempos. Mas, não muito tempo atrás, passou a pertencer à multinacional Nestlé.
Chocolate Cailler: a fábrica está localizada no centro de BROC. Conforme fomos nos aproximando começamos a sentir o cheirinho do chocolate. Como já aprendemos na História das Civilizações, o chocolate veio de um aprendizado dos maias e astecas chegando à Europa. Uma gentil guia da fábrica foi nos mostrando as dependências da mesma. Muito era feito artesanalmente e com um antigo maquinário, mas o resultado eram deliciosos bombons, barras e trufas. O leite usado na produção era das fazendas locais, chegando fresquinho das vaquinhas com sinos no pescoço. As embalagens dos produtos eram de papel laminado brilhante com o brasão da família.
A lojinha da Cailler: fizemos degustações dos produtos e nos ofereceram um delicioso chocolate quente. Alguns produtos com defeito de produção como: problemas de tamanho, embalagem ou de peso eram oferecidos por um preço quase simbólico. Isto fez com que o grupo comprasse muito. Todos saíram com uma bela sacola desses produtos. Estes duraram o restante da nossa viagem pela Suíça. Pelas tantas, os chocolates eram oferecidos e ninguém mais queria. Resultado: alguns chegaram junto ao Brasil.
Região de La Gruyère: depois de Broc, chegamos a La Gruyère, distante oito quilômetros. Está no lado oeste da Suíça. Pequeno vilarejo de origem medieval. Vila de contos de fadas. Localizada na região francesa da Suíça, lógico que a língua falada é o francês. O centro do local está calçado com paralelepípedos. Nele há uma fonte de pedra onde jorra água límpida e fresca das montanhas. Os visitantes enchem suas garrafinhas com a mesma. É a terra natal do famoso queijo “gruyère”. Iniciou, artesanalmente, com fazendeiros da região. O vilarejo está cercado por colinas e no alto, no meio de um bosque e de jardins floridos, encontra-se um castelo medieval, de 1270. Ele sempre consta como o símbolo de La Gruyère.
O vilarejo: na Rua Principal, sempre com muitos turistas, há cafeterias, restaurantes e lojinhas. Estes possuem as placas de indicação em metal, estilo medieval. Não há nomes e sim os símbolos: a cafeteria possui uma bela impressão de xícara de café e assim o fazem todos os outros estabelecimentos. As casas, geralmente, são de madeira e de estilo enxaimel com floreiras nas janelas. Elas são um símbolo de receptividade.
Por isso, é muito importante conhecer e fazer visitas, na Suíça, antes do rigoroso inverno, para desfrutar das belas paisagens e das flores. Uma grande mercearia com produtos regionais estava anexada a um restaurante. Este de mesas e cadeiras em madeira natural convidava a uma parada. Em La Gruyère tudo gira em torno do famoso queijo. Um delicioso sanduíche foi o lanche: pão suíço, que é muito gostoso, com presunto cru grelhado na manteiga, queijo gruyère ao molho pesto. Uma delícia!
A gastronomia: observando os menus dos restaurantes nota-se a influência da cozinha francesa, devido à proximidade da Suíça com a França. Fondues de queijo são encontrados em todos. Ao contrário da fama, por ser cara, a carne bovina pode ser uma boa opção, para um jantar, especialmente se for um filé acompanhado de batata suíça com queijo derretido. A guia contou que, na região, é muito comum o uso da carne de cavalo. Nos cafés e padarias o charme são os doces de massa folhada e os “macarons”: doces franceses e muito caros. São coloridos e deixam qualquer um comendo de olhos fechados. “Macarons” são dois discos crocantes feitos com farinha de amêndoas, parecendo um pequeno sanduíche, recheados com um creme macio. É um doce muito caro pelos ingredientes e pela delicadeza da técnica. São ótimos para trazer como presente.
Conclusão: em todos os restaurantes suíços são oferecidos vinhos nacionais, principalmente da região de Valais. Como se sabe, a grande produtora da Europa é a França. Mas, na Suíça, são também famosos os Vinhos Alpinos. As uvas para a fabricação do vinho precisam de uma longa estação de crescimento, com temperaturas acima de dez graus. Quanto mais altos os vinhedos, maior a dependência da luz solar. A Suíça produz vinhos finos, principalmente de estilo alemão. Os vinhedos mais altos são quase sempre plantados em terraços íngremes, nas montanhas, voltados para o sul e protegidos pelas encostas. Tais vinhedos exigem intenso trabalho, o que tende a elevar os preços de seus vinhos. Muita diferença e mais facilidade na produção de uvas e vinhos que os nossos imigrantes italianos e alemães encontraram aqui no nosso sul. Hoje, a nossa produção é de bons vinhos e espumantes que competem internacionalmente.