Em homenagem aos 50 anos de fundação da Apae de Erechim, a entidade realizou uma retrospectiva histórica, desde os primeiros dias de funcionamento até os dias atuais, apontando a evolução de todas as décadas de atuação. Alunos, parceiros e a comunidade puderam presenciar a exposição que aconteceu no último dia 30, no ginásio, que contou com painéis de fotografias, maquetes, ônibus interativo, coleção de uniformes e agendas, réplicas de oficinas, troféus, e uma série de outros itens que compuseram um resgate histórico da entidade.
Com quadros do primeiro presidente até o atual, iniciou a exposição da primeira década, na sede no centro de Erechim, localizada em frente ao Hospital de Caridade. A Escola Especial de Erechim foi inaugurada em 1967. No local, ocorreu um incêndio, onde a maior parte dos documentos foi perdida. Dos primeiros alunos matriculados, 18 ainda frequentam a Apae. E eles retornaram a antiga sede, onde reviveram emoções de estar no local que frequentaram quando criança.
De acordo com a diretora da escola, Andrelli Gasparini, a exposição dos uniformes ao longo do tempo, das agendas e documentos antigos que restaram do incêndio ajudaram a compor o resgate histórico.
A segunda década, foi de mudança de sede da entidade. “Foi quando iniciaram os atendimentos clínicos na Apae e ocorreram apoio de outras instituições. E os números da Apae começaram a crescer. O antigo espaço ficou limitado e com apoio do governo do Estado conseguiu-se o novo espaço”.
A pedra fundamental foi lançada em 1985. “E neste ano estamos fazendo a cápsula do tempo. Pedimos para as pessoas deixar uma mensagem e vamos abri-la daqui 10 anos”, diz.
Nessa década, os funcionários conseguiram reunir as professoras e funcionários da segunda década de atuação da Apae. “Elas reviveram as histórias novamente. Foi emocionante. Depois faremos o lançamento de um vídeo com elas contando suas vivências”, acrescenta.
Na terceira década, a Apae teve um destaque no Estado como uma das melhores Apaes do Rio Grande do Sul. Foi nessa época que ocorreu a inauguração das oficinas de marcenaria e de jardinagem. Também nesse período a Associação passou por dificuldades e foi lançado o projeto de Padrinhos da Apae, e as com doações recebidas eram revertidas em atividades desenvolvidas para os alunos. Também nesta década começou a ser realizado o teste do pezinho, feita a coleta em Erechim e encaminhado para laboratório em São Paulo.
Na quarta década entre os destaques foram as doações para os ônibus, quando a Apae iniciou o transporte próprio. Foi um período de bastante parcerias. A URI realizava a trilha ecológica. Foi aberto o laboratório de informática, e feita a ampliação da sede. Ocorreu o início da equoterapia que completa em 2017, 20 anos. São realizados por dia 14 atendimentos.
Na quinta década foi quando se definiram alguns rumos da Apae. Ela foi restruturada, como entidade de terceiro setor e todas suas áreas de atuação ganharam um destaque individual, uma definição dos serviços. “Hoje temos esclarecidas a área da educação, saúde e assistência social. Somos uma entidade filantrópica na área da assistência social. A Apae é mantenedora da Escola de Educação Especial Branca de Neve e na área da saúde temos convênio com o SUS”, diz.
Os principais destaques de atuação é o no mercado de trabalho. “Temos uma parceria forte com empresas para inclusão dos estudantes no mercado de trabalho. Dentro da escola temos como destaque a questão da autodefensoria. É um programa de gestão onde os alunos são preparados para a vida, como cidadãos. Tem uma situação de autonomia, e inclusão no mercado de trabalho”, explica.
São recebidos bebês na parte da estimulação precoce e na escola a partir dos seis anos. Depois são encaminhados ou para os programas de assistência social que entra no mercado de trabalho ou grupo de convivência que são para os mais velhos. Hoje o atendimento acontece para crianças de zero a 62 anos.
Conforme as habilidades eles são encaminhados. São oferecidos serviços de saúde: fisioterapia, fonoaudiologia, neurologia, psiquiatria, psicologia, terapia ocupacional, assistência social. E o que não tem na escola é encaminhado para rede do município. Na área da assistência social tem os programas de mercado de trabalho, iniciação, inclusão, qualificação. No grupo de convivência, os alunos que não atingiram habilidade suficiente para entrar no mercado de trabalho, participam de oficinas e atividade física. E a escola de ensino fundamental anos iniciais e EJA para anos iniciais. São 131 alunos matriculados na escola e nos programas da assistência social e 85 para atendimentos clínicos.