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Política

Escola da AMAU reúne profissionais para discutir enfrentamento à violência contra as mulheres

“Precisamos tirar esse escudo, nos aproximar e sentar um do lado do outro”, sublinhou o presidente da AMAU, Genoir Florek, defendendo uma atuação conjunta entre os diferentes segmentos da administração pública

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Por Assessoria
Foto ASCOM

A Escola AMAU de Educação e Gestão promove nesta quarta-feira, 26 de agosto, uma capacitação regional voltada aos profissionais que atuam nas redes de atendimento e proteção às mulheres em situação de violência. A atividade foi realizada no auditório do Prédio 8 da URI Campus Erechim e reuniu representantes dos municípios integrantes da Associação de Municípios do Alto Uruguai (AMAU).

A abertura do encontro foi conduzida pelo presidente da AMAU e prefeito de Centenário, Genoir Florek, o Neninho, que ressaltou a importância de trabalhar de forma articulada entre educação, saúde, assistência social e demais áreas que atuam diretamente junto às famílias.

De acordo com Neninho, a proposta da capacitação é transformar o conhecimento adquirido em ações concretas nos municípios. “Não somente ficar no discurso, mas colocar em prática”, afirmou, defendendo que os participantes retornem às suas cidades com propostas que possam ser implementadas e aperfeiçoadas dentro das redes municipais de atendimento.

O presidente também ressaltou que os municípios precisam trabalhar simultaneamente duas frentes, o desenvolvimento econômico e o desenvolvimento humano e social. Na avaliação do presidente da AMAU, a geração de empregos, o fortalecimento das empresas e a melhoria da arrecadação devem caminhar lado a lado com políticas públicas capazes de promover qualidade de vida e proteção social. “Precisamos tirar esse escudo, nos aproximar e sentar um do lado do outro”, sublinhou Neninho”, defendendo uma atuação conjunta entre os diferentes segmentos da administração pública.

Com oito horas de duração, o treinamento tem como tema “Capacitação Regional – 20 anos da Lei Maria da Penha: marcos, desafios e práticas para o fortalecimento das redes de proteção às mulheres”. A iniciativa foi realizada em parceria com o VIVAS – Instituto de Ensino, Pesquisa e Qualificação Profissional Ltda.   A capacitação foi ministrada por Joice Graciele Nielsson e Janaína Machado Sturza.

A programação é dividida em dois turnos. Durante a manhã, a capacitação abordou a violência contra as mulheres como um fenômeno histórico, social, cultural e estrutural, além das relações de gênero, poder e desigualdade. Também foram discutidas as diferentes formas de violência (física, psicológica, sexual, patrimonial e moral) e os impactos provocados nas vítimas, famílias e comunidades.

Na parte da tarde, o foco será a atuação em rede, com orientações sobre identificação e avaliação de riscos, utilização do Formulário Nacional de Avaliação de Risco (FONAR), acolhimento humanizado, escuta qualificada e encaminhamento das situações atendidas. A capacitação também tratou da comunicação entre os serviços, do compartilhamento responsável de informações e da construção de estratégias intersetoriais de proteção.

Entre os fatores de risco analisados estiveram históricos de agressões, escalada da violência, ameaças de morte, perseguição, vigilância, isolamento, descumprimento de medidas protetivas e situações envolvendo crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiência. O treinamento também destacou a importância de intervenções rápidas e articuladas diante de situações que demandem proteção imediata.

 

Envolvimento dos homens

Um dos pontos abordados pelo presidente da AMAU foi a necessidade de ampliar as ações de prevenção à violência contra a mulher também entre os homens. Para ele, o debate não deve ficar restrito aos espaços tradicionalmente ocupados pelo público feminino.

Citou como possibilidades o desenvolvimento de ações nas escolas, especialmente com meninos, e também em ambientes frequentados por homens, como grupos de agricultores. Na sua avaliação, levar a discussão para esses espaços pode contribuir para reduzir resistências e ampliar o diálogo sobre comportamentos e relações de gênero: “Tem que ser tratado. E não somente nos ambientes femininos”, afirmou.

O prefeito defendeu ainda que a educação seja utilizada como uma das principais ferramentas de prevenção: “Trabalhar o tema desde a infância permite formar novas gerações com maior consciência sobre respeito, convivência e igualdade nas relações”, finalizou.

 

 

 

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