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Saúde

Frio eleva crises de rinite e sinusite no outono e inverno

Ambientes fechados, ar seco e ácaros intensificam espirros, nariz entupido, coriza e dor facial

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Com a chegada do outono e do inverno, o ar frio e seco e a maior permanência em ambientes fechados a
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

Com a chegada do outono e do inverno, é comum que aumentem as queixas de espirros frequentes, nariz entupido, coceira nos olhos e coriza. Esse conjunto de sintomas costuma aparecer com mais intensidade em pessoas que convivem com rinite ou sinusite. As baixas temperaturas e o ar mais seco contribuem para irritar as vias respiratórias, enquanto o hábito de permanecer mais tempo em ambientes fechados, com pouca ventilação, favorece o contato com ácaros, poeira e pelos de animais, fatores que funcionam como gatilhos importantes para as crises.

Diferenças entre rinite e sinusite

A rinite é uma inflamação da mucosa nasal, principalmente na região que reveste os cornetos nasais, estruturas localizadas nas laterais internas do nariz. Já a sinusite, também chamada de rinossinusite, envolve a inflamação dos seios da face, cavidades ósseas ao redor do nariz, das maçãs do rosto e dos olhos. Embora ambas atinjam o sistema respiratório superior, os sintomas tendem a se manifestar de formas diferentes. A rinite costuma provocar espirros repetidos, coceira e coriza mais evidente, enquanto a sinusite se associa mais a dor facial, sensação de pressão na cabeça, tosse e congestão nasal persistente, muitas vezes com secreção mais espessa e menos abundante.

Como o corpo reage às inflamações

A inflamação é uma resposta natural do organismo a agressões como infecções, alergias ou irritantes, com ativação do sistema imunológico e aumento do fluxo sanguíneo na região afetada. Na rinite alérgica, essa reação é exagerada diante de agentes comuns como ácaros, pólen, mofo e pelos de animais, além de fatores como mudanças de temperatura, ar-condicionado, perfumes e fumaça.

A liberação de mediadores como a histamina provoca inchaço da mucosa nasal, aumento de secreção e irritação das terminações nervosas, resultando em espirros, obstrução nasal, coriza e, com frequência, coceira e lacrimejamento ocular.

Tipos de rinite e suas variações

A rinite pode ser classificada em alérgica e não alérgica. Entre as formas não alérgicas estão a rinite vasomotora, relacionada a mudanças de temperatura e odores fortes; a medicamentosa, associada ao uso prolongado de descongestionantes nasais; a hormonal, comum em fases como a gestação; a ocupacional, provocada por agentes presentes no ambiente de trabalho; e a gustativa, desencadeada por determinados alimentos. Há ainda casos mistos, em que características alérgicas e não alérgicas coexistem no mesmo paciente.

Sinusite e suas classificações

A sinusite pode surgir por diferentes causas, como infecções virais, bacterianas ou fúngicas, além de processos alérgicos e fatores anatômicos. Em algumas situações, alterações como aumento da adenoide podem dificultar a ventilação adequada das vias aéreas e favorecer o acúmulo de secreções. Quanto à duração, a doença é classificada como aguda quando dura até quatro semanas, subaguda entre quatro e doze semanas e crônica quando ultrapassa esse período. Também existem casos recorrentes, com episódios repetidos ao longo do ano.

Relação entre rinite e sinusite

A rinite pode contribuir para o surgimento da sinusite. Isso ocorre porque a inflamação da mucosa nasal dificulta a drenagem dos seios da face, favorecendo o acúmulo de secreções. Esse ambiente retido pode facilitar a proliferação de microrganismos, aumentando o risco de evolução para sinusite.

Tratamentos e cuidados contínuos

O tratamento da rinite inclui controle ambiental para evitar gatilhos, lavagem nasal com soro fisiológico e uso de anti-histamínicos e corticoides nasais. Em alguns casos, pode ser indicada imunoterapia alérgeno-específica.

Já a sinusite é tratada conforme a causa e a fase da doença, com lavagem nasal, medicamentos tópicos e, quando necessário, corticoides orais e antibióticos. Em casos associados a alergias, pode-se considerar imunoterapia e, em situações selecionadas, imunobiológicos.

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