A diplomática Suíça: os suíços são considerados entre os povos mais organizados e diplomáticos do mundo. Os Alpes — cadeia de altas montanhas — dão à Suíça um ótimo espaço para a prática de esportes de inverno, mas também proporcionam imagens cênicas durante o ano todo. Visitar a Suíça é encontrar lugares belíssimos por todos os lados: rios, lagos e vales. Nas colinas, casinhas de madeira em meio à neve, com cortinas até nos porões, onde fica confinado o gado durante o gélido inverno. Parecem cenas retiradas de pinturas impressionistas. País organizado, eficiente, enfim, quase perfeito, seja na parte francesa, na alemã ou na italiana. Um conjunto de beleza natural, organização, eficiência e cultura.
Liechtenstein: depois de passar por Appenzellerland, por belos caminhos contornando rios, pequenos lagos e montanhas, chegamos a Liechtenstein. Este pequeno país fica próximo a Zurich, somente a 120 km. Liechtenstein é um pequeno país situado entre a Suíça e a Áustria, também é um dos menores da Europa. Sua capital é a bela Vaduz. Seu sistema de governo é a monarquia constitucional, governada por um príncipe soberano de uma família secular. O príncipe é Hans Adam II. Junto a ele governa um primeiro-ministro, eleito pelo povo, por voto. A realeza mora em um antigo castelo no alto de uma colina, no centro da capital, e, por ser habitado por ela, não é permitida a visitação. O castelo, da era medieval, recentemente reformado, possui 130 quartos. Ele é o símbolo de Liechtenstein.
Localização: o país está cercado pelas altas montanhas dos Alpes. Em Vaduz, sua capital, elas parecem querer invadir a cidade, de tão próximas que se encontram. Liechtenstein é composto por dez municípios. Castelos medievais povoam sua paisagem. Sua área é de aproximadamente 160 quilômetros quadrados. Suas vilas, sempre muito pitorescas, de estreitas estradas asfaltadas, ladeadas de antigas casas de madeira. Algumas com varandas floridas e chaminés fumegantes. Trilhas floridas estão por todos os lados. Como o outono estava no início, as árvores exibiam suas folhas em tons de amarelo, dourado e vermelho. Uma aquarela a céu aberto. Próximo à capital passa o rio Reno, que divide Liechtenstein da Suíça. Uma velha ponte de madeira coberta divide os dois países. Um bucólico local, sempre com a presença das montanhas e de seus picos nevados. Por isso, o verão é chuvoso, mas agradável. A temperatura não passa dos 25 graus. Mas o inverno é muito frio, com nevascas, e a média da temperatura fica entre –1 °C e –5 °C. O país não possui exército, e sua segurança é auxiliada pela Suíça.
Economia: Liechtenstein não pertence à Comunidade Europeia, e sua moeda é o franco suíço. O euro é sempre aceito, mas existe uma taxa de conversão. Possui alta renda per capita e um forte setor financeiro que guarda fortunas do mundo inteiro. Sua economia está fundamentada no chocolate, nos vinhos e, principalmente, no turismo. Além de estrangeiros, por estar localizado próximo a outros centros, o país se torna um lugar de visitação constante. Seu grande atrativo é o seu chocolate Läderach, além de suas vinícolas, com visitação e degustação. As colinas próximas estão cobertas de vinhedos. Seu vinho branco é o principal produto e muito famoso. Possui lojas do McDonald's, mas a atração são seus cafés coloniais, os Kolonialkaffee. Realmente, sua grande atração são as cucas alemãs e os muitos tipos de pães coloniais: brancos, escuros, quase pretos, pequenos, de metro, fofos e de casca crocante. São servidos com variados tipos de mel, geleias, queijos e patês aromatizados. Passando pela rua, já sentimos no ar o perfume do pão saído do forno. Uma parada defronte a uma confeitaria é um belo convite. Numa dessas casas, sua linda vitrine convidava a degustar a famosa torta de nozes, a Nusstorte, com nozes carameladas envoltas em creme de chocolate branco e cobertura de chocolate saborizado com laranja. Provamos e, realmente, uma delícia!
Vaduz: a capital de Liechtenstein é muito aconchegante. Cidade pequena, com uma rua principal e de pedestres. Olhando para o alto, lá está o castelo e, logo atrás, as montanhas. Os prédios são sóbrios, e há uma bela catedral de pedra, a St. Florin. Internamente é muito simples e seus bancos em madeira. Está situada na pequena praça da rua principal, onde também se encontram a Casa do Governo, de 1905, e um edifício moderno para o Parlamento, de 2008. O Museu Nacional, do século XV - o Kunstmuseum com arte local e a história dos antepassados. A língua oficial é o alemão. No centro da praça está uma bela obra de Botero, o artista cuja característica são as obras de "mulheres gordinhas". Esse artista, de estilo inconfundível, retrata figuras com volumes exagerados. Suas mulheres, mostradas de forma ampla, possuem o significado de exploração da sensualidade.
As vilas: estas circundam a capital, e o que podemos encontrar são pessoas pedalando pelas perfeitas trilhas e caminhos. Uma beleza são as águas dos riachos, com as águas que descem das montanhas: são tão limpas que parecem tingidas com a cor azul-celeste, como o céu. O rumor de sua queda tranquila seria perfeito para uma noite de bom sono. Ao lado dessas águas está a delicadeza do chacoalhar dos sinos das vaquinhas, que pastam mansamente pelas encostas. Nas típicas casas de madeira não faltam jardins multicoloridos, sempre com a moldura, atrás, das montanhas de picos eternamente nevados. Parece que estamos em um mundo irreal, vivendo sonhos ou presenciando locações de propagandas de Natal europeu. Por todas essas belezas, o pequeno país de Liechtenstein está na rota dos países europeus mais visitados por turistas e pelos habitantes circunvizinhos. A continuação da viagem seria voltar à Suíça.