O presidente do PT de Erechim, Anacleto Zanella, em entrevista à TV Bom Dia, confirmou que seu nome segue entre as possibilidades do partido para disputar as eleições de 4 de outubro, seja para deputado estadual ou federal. No entanto, destacou que a principal questão que ainda impede uma definição é o compromisso com a família, especialmente com os pais, que enfrentam problemas de saúde e demandam maior atenção neste momento.
Cautela na decisão
Durante entrevista ao programa Pente Fino Entrevista, Anacleto afirmou que recebeu apoio da família em todas as campanhas que disputou ao longo de sua trajetória política, mas que agora entende ser sua responsabilidade retribuir esse apoio. Para ele, uma candidatura exige dedicação integral, com cerca de 90 dias de pré-campanha e campanha, período em que o candidato permanece grande parte do tempo longe de casa. Por isso, avalia com cautela a possibilidade de entrar na disputa eleitoral.
Escolha com maturidade e serenidade
“Meu pai, minha mãe, minha esposa e meu filho sempre estiveram ao meu lado. Neste momento, principalmente meus pais precisam muito mais do meu apoio. Não me sinto bem em iniciar uma eleição se tenho problemas de saúde em casa”, ressaltou. O dirigente petista destacou ainda que, caso decida não concorrer, será uma escolha tomada com maturidade e serenidade, colocando a família como prioridade.
Decisão deve acontecer até o fim do mês
A definição ainda depende de conversas internas e deverá ocorrer até o fim do mês. O PT também avalia outros nomes da região para representar a legenda na disputa. Caso não seja possível viabilizar candidaturas locais, o partido deverá apoiar candidatos já consolidados no cenário estadual e federal, com atuação no Alto Uruguai.
Vida familiar acima dos projetos eleitorais
Anacleto deixou claro que sua eventual decisão de não disputar o pleito não representará um afastamento da política, mas sim a compreensão de que há momentos em que a vida familiar precisa estar acima dos projetos eleitorais. “Tenho o privilégio de ainda ter meus pais vivos e poder cuidar deles. É uma obrigação e uma forma de retribuir tudo o que fizeram por mim”, afirmou.