Segundo estudiosos do ramo, os anos são regidos por diferentes astros.
2025, por exemplo, foi o ano de Júpiter: tempo de energias positivas, otimismo e prosperidade.
Deveria, portanto, ter sido dedicado a bons propósitos e relacionamentos profícuos.
No entanto, que eu lembre, aconteceu de tudo em 2025, menos harmonia e crescimento espiritual. Aliás houve um flagrante predomínio da ignorância e do desrespeito às regras mais elementares de convivência civilizada.
No lado dominante, reinaram a boçalidade, a prepotência doentia, a injustiça e a falácia incontida; no lado dominado, a subserviência, a pequenez moral e a impotência dos vencidos pelo vício da inércia e do comodismo vocacional.
Infelizmente, o ano que deveria ser de grandes benefícios ficou marcado por tensões políticas, expansão da ladroagem, além do estímulo eleitoreiro à pobreza útil e à mediocridade intelectual generalizada.
Também foi — e será para sempre — um período marcado pela obscuridade e pela injustiça. A história, mestra rigorosa e irredutível, se encarregará de demonstrar a verdade no tempo devido e legítimo — e Deus queira que seja logo, antes que a pátria feneça irreparavelmente.
Observem que, segundo os mesmos astrônomos, 2026 será o ano de Marte.
Portanto será um ano redentor, pois Marte, o deus da guerra para os antigos romanos, impulsiona à ação, à tomada de decisões e ao enfrentamento de desafios. Será, portanto, um tempo propício para deixarmos de ser massa de manobra, conduzidos por narrativas falaciosas, e agirmos de forma consciente, usando a arma do voto — tudo dentro da lei.
Certamente, se dependermos da energia de Marte, não ocorrerão mais traições nem delações sorrateiras, obras de vermes sombrios. Não prevalecerão a escuridão e o ódio doentio.
Se tudo der certo, Marte ajudará a fazer uma faxina à luz do dia, de forma eficiente e célere.
Não faltarão energia, inspiração e coragem. 2026 será um ano instigante e generoso, pleno de paz e prosperidade aos homens de boa vontade.
Tudo isso vai acontecer se os astros não se enganarem de novo — e se cada um fizer a sua parte.
*Médico, presidente da Associação dos Amigos da Biblioteca Pública do RS e membro da Academia Erechinense de Letras