Influência dos outros indivíduos em nossas vidas
Sofremos também influências de energias deletérias oriundas de outras pessoas em nosso dia a dia.
Haroldo Dutra Dias observa que, normalmente, as pessoas projetam nos outros os seus próprios problemas (mágoas, inveja...).
Quando perdemos a serenidade para analisar o que recebemos, automaticamente estaremos aceitando o que nos enviam (estresse, ansiedade, ressentimento, aversão...), pois estamos sintonizados com a emissão de energia que parte do outro. Isso é uma lei universal, uma lei da física.
Como dizíamos no início, no Universo tudo é energia, que circula livremente pelo cosmo.
Quando há essas emanações de fora (diante de determinadas pessoas ou, em determinado ambiente) nosso corpo fica pesado, aparenta um cansaço que não sabemos identificar a origem. O que pode ser, então, senão a carga que recebemos e que não é nossa?
Sofremos, portanto, influências de outros indivíduos que estão aqui dividindo a existência conosco
Lembrando também de Raul Teixeira, ao dizer que não devemos carregar essas sutis interferências, essas sutis tentações de desânimo, de cansaço físico e mental, mas resistir a elas.
Deixando-nos levar por essas sensações, segue Raul, estaremos fazendo uma interpretação equivocada de nossas próprias possibilidades de resistir, de reagir.
Como combater tais influências?
Como vemos, a obsessão pode dar-se não somente entre desencarnado e encarnado, mas entre os próprios encarnados.
A corrente que prende o obsessor ao obsediado só se mantém, quando há sintonia vibratória e essa sintonia é rompida quando o indivíduo decide transformar sua vida.
A mudança interior, traduzida pela prática do bem, da oração sincera e a busca pelo autoconhecimento, começam a dissolver os elos que sustentam a influência nociva e nos conduzem à serenidade, ao equilíbrio nas decisões, evitando que “percamos a cabeça” e assim, sairmos dessa corrente viciosa e nociva.
A obsessão simples é exercida de forma silenciosa, aproveitando-se das nossas fraquezas; das tendências, que trazemos para essa existência e que importam serem corrigidas; das escolhas equivocadas que levam ao desânimo, da desistência de viver; da animosidade; da irritação; da competividade.
Vigiai e Orai, ainda permanece atual e, hoje, ainda mais necessário diante de tantas mazelas humanas, de tantos desvirtuamentos morais.
Orar e vigiar devem seguir juntos.
Orar, rogando ao Criador o amparo e a proteção, mas vigiar a forma como estamos conduzindo nossas decisões e nossas atitudes.
Exercitar a prática do bem; das leituras, das conversas e programas edificantes levam-nos a escolhas e decisões equilibradas com base na boa moral, no Evangelho.
“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação...” (Mateus, 26:41)
Fontes consultadas
- A Obsessão Silenciosa (Alírio de Cerqueira Filho)
- O Livro dos Médiuns (Allan Kardec)
- O Livro dos Espíritos (Allan Kardec)