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Saúde

Queda excessiva de cabelo preocupa e pode indicar problemas de saúde

Entenda as principais causas da perda capilar e saiba quando buscar ajuda especializada

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A queda excessiva de cabelo pode ter algumas causas, como por exemplo, as alterações hormonais, estr
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

A queda excessiva de cabelo é uma queixa comum e pode estar relacionada a diversos fatores, como alterações hormonais, estresse, alimentação deficiente, doenças ou até uso de medicamentos. Embora a perda de alguns fios diariamente seja normal, quando se torna intensa ou persistente, é fundamental buscar orientação médica.

Principais causas

- Alimentação pobre em nutrientes: a deficiência de nutrientes essenciais como proteínas, ferro, zinco e vitaminas A e C pode comprometer o crescimento e a saúde dos fios, favorecendo a queda.

O que fazer: Adotar uma dieta equilibrada, rica em alimentos como carnes magras, leite, queijo, frutas e vegetais. Em alguns casos, pode ser necessário o uso de suplementos indicados por um médico ou nutricionista;

- Estresse e ansiedade: altos níveis de estresse e ansiedade podem alterar o cortisol, provocando o chamado eflúvio telógeno, que interrompe o crescimento capilar e leva à queda acentuada. Além disso, o estresse afeta a absorção de nutrientes, agravando o problema.

O que fazer: Identificar e trabalhar as causas do estresse, buscar atividades prazerosas e, se necessário, acompanhamento com um psicólogo para promover o equilíbrio emocional;

- COVID-19: pessoas que tiveram COVID-19 podem apresentar queda de cabelo semanas após a infecção, geralmente de forma temporária, com duração de 6 a 9 meses. O quadro pode estar relacionado ao estresse, febre ou à resposta inflamatória do corpo.

O que fazer: Na maioria dos casos, o problema se resolve naturalmente. Ainda assim, é recomendada a avaliação de um dermatologista para orientar cuidados específicos que ajudem na recuperação dos fios;

- Menopausa e andropausa: as alterações hormonais naturais da menopausa (queda de estrogênio) e da andropausa (redução da testosterona) podem afetar o ciclo de crescimento capilar, levando à queda mais frequente dos cabelos.

O que fazer: Consultar um ginecologista (mulheres) ou endocrinologista (homens) para avaliar a necessidade de reposição hormonal;

- Pós-parto: a queda de cabelo no pós-parto é comum e acontece devido à queda brusca dos níveis hormonais após o nascimento do bebê, especialmente de estrogênio e progesterona.

O que fazer: Manter uma alimentação saudável e seguir as orientações médicas quanto ao uso de vitaminas e suplementos durante a amamentação;

- Anemia: a falta de ferro prejudica a oxigenação dos tecidos, incluindo o couro cabeludo, e pode causar queda excessiva.

O que fazer: Procurar um hematologista para avaliação e possível suplementação, além de adotar uma dieta rica em ferro com alimentos como fígado, sementes e vegetais verde-escuros;

- Produtos químicos no cabelo: alisantes, tinturas e outros produtos químicos podem danificar os fios e enfraquecer a raiz, resultando em queda.

O que fazer: Utilizar produtos suaves, fazer hidratações semanais e evitar o uso frequente de chapinhas e secadores. Em casos persistentes, consultar um dermatologista;

- Uso de medicamentos: quimioterápicos, anticoagulantes, betabloqueadores, lítio, entre outros, podem ter a queda capilar como efeito colateral.

O que fazer: Nunca interromper o uso por conta própria. O ideal é conversar com o médico responsável e, se necessário, buscar alternativas com um dermatologista para minimizar os impactos;

- Infecções fúngicas no couro cabeludo: a micose do couro cabeludo, também chamada de tinea ou tinha, pode causar queda intensa, acompanhada de coceira.

O que fazer: Consultar um dermatologista, que poderá indicar tratamentos com antifúngicos orais ou tópicos;

- Hipotireoidismo: a deficiência na produção dos hormônios da tireoide afeta diversas funções do organismo, incluindo a saúde capilar. Os fios tendem a ficar mais finos, opacos e sujeitos à queda.

O que fazer: Procurar um endocrinologista para exames e tratamento adequado com reposição hormonal, se necessário;

- Alopécia areata: essa condição autoimune ou genética provoca queda repentina de cabelo em áreas específicas, podendo afetar também sobrancelhas, barba e pelos corporais.

O que fazer: O tratamento deve ser indicado por um dermatologista e pode incluir medicamentos, carboxiterapia, laser e outras técnicas específicas.

Quando procurar um especialista?

Ao perceber queda acentuada ou persistente de cabelo, o ideal é consultar um dermatologista. O profissional pode investigar as causas, solicitar exames e indicar o tratamento mais adequado. Entre as opções de tratamento estão medicamentos, mudanças na dieta, suplementos, procedimentos estéticos ou, em casos mais graves, cirurgia capilar como implantes ou transplantes.

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