A partir de março deste ano, a Pesquisa de Emprego e Desemprego do Estado será remodelada e desenvolvida pela Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG). O órgão ficará responsável pelos dados em razão da extinção da Fundação de Economia e Estatística (FEE), que deve ser concluída até abril, conforme lei Nº 14.982, de 16 de janeiro de 2017.
A alteração e atualização da metodologia utilizada vai gerar uma economia de R$ 3 milhões. "Continuaremos com a pesquisa, utilizando a mesma base de dados do IBGE e cruzando com outros índices relevantes para verificar o panorama do emprego e desemprego no estado. A diferença é que teremos uma equipe menor e sem a necessidade do contrato com a empresa terceirizada que fazia o questionário na casa das pessoas", afirmou o secretário de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), Carlos Búrigo.
A área de abrangência da Pesquisa de Emprego e Desemprego não ficará restrita à Região Metropolitana de Porto Alegre, mas ampliada às demais áreas do estado, tendo como base as 28 regiões dos Coredes, o que contribuirá para uma análise periódica do mercado de trabalho em todo o RS.
Base de Dados
Com a nova metodologia, a SPGG vai mapear as informações disponíveis gratuitamente no Sistema Público de Emprego e Renda (ISPER) que abrange outras bases de dados, como a Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) e Pesquisa Nacional de Amostras por Domicílios Contínua (PNAD).
A pesquisa vai demonstrar a situação do emprego formal no Brasil para diferentes níveis regionais, as diferentes formas de inserção no mercado de trabalho e as características sociais e econômicas dos trabalhadores, que podem ser comparadas também regionalmente. Será possível acessar e comparar dados em nível de Unidade da Federação, microrregião e município capacitando melhor o Planejamento Estadual.
O modelo da Pesquisa de Emprego e Desemprego é o mesmo que já vem sendo adotado por 20 outros estados brasileiros. "É importante salientar que a análise do mercado de trabalho gaúcho continuará sendo feita no Rio Grande do Sul e seguindo uma tendência nacional, que é dar protagonismo à base de informações oferecidos pelo sistema do Ministério do Trabalho", concluiu Búrigo.
A atualização da Pesquisa de Emprego e Desemprego será mensal, mantendo a mesma que frequência que era mantida pela FEE.